Cibersegurança: veja os setores mais críticos no Brasil
A escalada de crimes cibernéticos continua evoluindo nos últimos anos em nível de organização, sofisticação e impacto. Trata-se de um problema global que continua a atormentar empresas, indivíduos e governos. Segundo o relatório de tendências em ataques de ransomware, da HackerSec, grupos cada vez mais estruturados passaram a influenciar significativamente as sociedades, resultando em graves consequências financeiras e geopolíticas. Veja, neste post, como as ameaças afetam diretamente setores críticos e como se proteger delas.
Aumento das ameaças cibernéticas
Os ciberataques globais semanais aumentaram 38% em 2022, em comparação a 2021, segundo a Check Point Research.
Já o relatório 2022 Official Cybercrime Report, da Cybersecurity Ventures, aponta que os danos globais do cibercrime deverão custar até US$ 10,5 trilhões anualmente até 2025.
Somente em ataques de ransomware, em 2022, foram detectados em todo o mundo 493,33 milhões, de acordo com a Statista.
Na América Latina e Caribe, houve mais de 360 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos aos sistemas de empresas e organizações, segundo levantamento da empresa de soluções de cibersegurança Fortinet, com base nos dados do FortiGuard Labs.
O Brasil é o segundo com mais registros de ataques cibernéticos, com 103,1 bilhões de tentativas, um aumento de 16% em relação ao que foi registrado em 2021.
Principais setores críticos
As ameaças crescentes afetam setores importantes, em todos os países, com a intenção de criar uma instabilidade política e social. Entre eles, destacam-se a saúde e assistência médica, tecnologia, energia e governo. Veja os prejuízos causados em cada segmento:
Saúde e assistência médica
O setor de saúde foi o mais afetado no ano passado. Houve um crescimento de 5% nos incidentes envolvendo ransomware, entre 2021 e 2022.
O Brasil lidera o ranking de ameaças cibernéticas no setor, pois suas médias estão acima dos números globais. A média brasileira ficou em 1.613 ocorrências por semana entre abril e setembro de 2022.
O interesse dos cibercriminosos está nos dados dos pacientes: tipos de tratamentos, números de benefícios, dados de cartões de crédito ou cartões de saúde são uma fonte rentável para golpes e outras ações.
Este tipo de ataque é mais prejudicial porque boa parte dos dados de saúde está integrada a bases do governo como o SUS, que apresentam uma fragilidade maior, pois não têm um investimento e maturidade em cibersegurança como as empresas privadas.
Entre as ações que devem estar no radar das empresas do segmento destacam-se investimento na prevenção de riscos, segmentação da infraestrutura e ações de conscientização sobre cibersegurança.
Ameaças ao setor de tecnologia
O setor de tecnologia apresenta grandes expectativas de desenvolvimento com a chegada da conexão 5G, que deve revolucionar a transmissão de informações, principalmente em regiões mais distantes.
No Brasil, o setor tem um forte crescimento e grandes oportunidades ainda não exploradas. Nos últimos 10 anos, estima-se que a quantidade de empresas de tecnologia tenha tido um crescimento de 43%, que foi acelerado com a pandemia.
No entanto, o setor apresenta vulnerabilidades. Mesmo depois da pandemia, a redução das demandas tecnológicas, bem como as pressões do cenário global, têm gerado uma onda de demissões de profissionais em grandes empresas.
Isso leva as empresas a fazer mais com menos, o que significa que elas deverão ter mais responsabilidade e inteligência nas decisões financeiras.
É justamente este cenário que deve alertar sobre a necessidade de investir em segurança da informação. Principalmente no Brasil, em que, em vista da baixa maturidade cultural, as empresas ainda consideram a segurança como um custo a mais, em vez de olhar para o real ganho financeiro das ações preventivas.
Os principais desafios de segurança cibernética do setor incluem:
- escassez de profissionais qualificados;
- ataques em aplicações web e mobile;
e acesso seguro por meio da identidade digital.
Riscos ao setor de energia
A matriz energética brasileira destaca-se globalmente pela geração de energia limpa, pois quase 50% é renovável, enquanto a escala global é de 15%. Quando focado na matriz elétrica, a geração renovável é superior a 80%, devido às hidrelétricas.
Conforme a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os riscos relacionados à segurança cibernética envolvem interrupções no suprimento de energia, inviabilização de operações técnicas e perda de dados da empresa.
Esta preocupação contra o aumento das ações de cibercriminosos a essas estruturas levou a Aneel e o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) a criar uma rotina operacional de cibersegurança para evoluir a maturidade do setor no Brasil.
Essa RO estabelece padrões e controles mínimos que devem ser adotados e implementados pelos agentes e operadores no Ambiente Regulado Cibernético (ARCiber).
Ameaças ao setor governamental
O número de ataques ao setor governamental aumentou 95% em todo o mundo, no segundo semestre de 2022. Principalmente de grupos de ransomware atuando como agentes estado-nação, destacando-se o sequestro e roubo de dados.
No Brasil, os ataques foram direcionados contra instituições e sites governamentais, principalmente ligados ao poder judiciário.
O alto volume de informações confidenciais é uma oportunidade lucrativa para os cibercriminosos executarem campanhas de phishing direcionadas, enquanto as vulnerabilidades de violação de dados são uma fácil porta de entrada.
Algumas das principais ameaças contra sistemas e serviços governamentais, previstas para 2023, incluem ataques de negação de serviço (DDoS), ransomware e hacktivismo.
A importância de implementar tecnologias de ponta com foco em segurança
Implementar tecnologias com foco em segurança é cada vez mais importante, porque as ameaças e vulnerabilidades estão crescendo.
Ataques cibernéticos podem causar muitos prejuízos às empresas. Algumas das principais razões pelas quais a segurança cibernética é crucial para as empresas são:
Proteger dados confidenciais
Isso inclui informações do cliente, registros financeiros e propriedade intelectual proprietária. Um ataque cibernético que leva a uma violação de dados pode ter consequências graves, incluindo perdas financeiras e danos à reputação.
Manter as operações comerciais
Ameaças cibernéticas podem interromper as operações de negócios, causando tempo de inatividade e perda de produtividade. Investir em uma estratégia robusta de segurança cibernética ajuda a manter a continuidade das operações e minimiza o potencial de interrupções dispendiosas.
Estar em conformidade regulatória
As empresas estão sujeitas a regulamentações que exigem que elas mantenham padrões de segurança específicos para proteger os dados de seus clientes. O descumprimento desses regulamentos pode levar a pesadas multas e penalidades. Por isso, adotar tecnologia de segurança cibernética ajuda as empresas a cumprir esses regulamentos, evitando possíveis problemas legais.
Construir confiança com os clientes
Os clientes estão cada vez mais conscientes da importância de proteger seus dados. Ao demonstrar um forte compromisso com a segurança cibernética, as empresas podem construir confiança com seus clientes, levando a uma maior lealdade e relacionamentos de longo prazo.
Ficar à frente da concorrência
As empresas que priorizam a segurança cibernética estão mais bem posicionadas para ficar à frente de seus concorrentes no mercado. Ao implementar medidas de segurança robustas, elas podem reduzir o risco de ameaças cibernéticas e se concentrar em suas principais competências, levando a uma vantagem competitiva.
Como a Claranet pode ajudar
Criar uma política de segurança cibernética em uma empresa nem sempre é possível, pois as equipes de TI podem ficar sobrecarregadas, além de muitas vezes não terem especialização no assunto.
Assim, a melhor forma de otimizar a segurança cibernética do seu negócio é contar com a parceria de uma empresa especializada como a Claranet.
A Claranet conta com mais de 20 anos de experiência na área e já promoveu treinamentos para as maiores marcas globais, além de um time altamente especializado em segurança.
Veja o que a empresa pode oferecer à sua organização:
- Pen Test;
- Continuous Security Testing;
- Vulnerability Assessment;
- WAF - Web Application Firewall;
- SOC - Security Operations Center;
- SIEM - Security Information and Event Management;
- Endpoint Security;
- DevSecOps.
Agora, mais do que nunca, é preciso investir em segurança cibernética para manter a perenidade do seu negócio. Quer contar com um parceiro como a Claranet para resguardar seus dados? Entre em contato com nossos especialistas.
