Alexandre Ruas aponta Cibersegurança, Platform Engineering e Generative AI como os principais investimentos tecnológicos para 2024

O Executive Director da Claranet Portugal aponta as áreas de Cibersegurança, Platform Engineering e Generative AI como aquelas que deverão receber maior investimento em 2024. Mas nem todas as apostas serão exclusivamente tecnológicas.

Alexandre Ruas - Executive Director - Claranet Portugal

Alexandre Ruas
Executive Director - Claranet Portugal

Alexandre Ruas foi desafiado pela revista IT Insight a projetar as principais áreas de TI em que as organizações deverão investir em 2024.

Naquele que será “o ano da efetiva afirmação e democratização das tecnologias de Generative AI”, o Executive Director da Claranet aponta também para a importância de as organizações reforçarem o investimento noutras áreas tecnológicas, cada vez mais essenciais.

As tecnologias de Intelligent Security Management, “que contribuem para diminuir o risco de exposição e elevar a capacidade de deteção de ameaças”, são um desses exemplos, a que se juntam as soluções de Platform Engineering, “cujo principal objetivo passa por criar e gerir infraestruturas e sistemas de forma que várias aplicações e serviços sejam orquestrados e disponibilizados, nomeadamente em ambientes complexos e híbridos.”

Alexandre Ruas aponta ainda o desenvolvimento aplicacional, nomeadamente Low-code/No-code e as soluções Cloud, como duas áreas tecnológicas que vão também manter o seu nível de criticidade e de crescimento em 2024.

Mais do que tecnologia

Entre os desafios identificados por Alexandre Ruas para justificar os investimentos a realizar em 2024, nem tudo passa apenas pelas TI: “mais do que tecnologia, as empresas devem preparar-se para responder de forma holística” ao que acontece no mercado, preparando-se assim para uma esperada maior contenção no investimento, “apesar do crescimento estimado para o mercado de IT”.

E acrescenta:

É importante destacar os desafios associados ao conhecimento e competências. Em matérias emergentes e de grande especialização, o conhecimento efetivo é sempre um fator crítico e que pode ser impulsionador ou bloqueante.

A criação de equipas multidisciplinares que trabalhem em conjunto surge assim como uma das respostas a todos estes desafios, “num mundo onde a diversidade cultural e tecnológica é tão grande e onde emergem recorrentemente novos conceitos”. Para Alexandre Ruas, as organizações devem pensar os seus modelos de governo “e alavancar-se em parceiros- chave, trazendo uma visão externa, fundamentada, para o ecossistema”.

Desta forma, conclui o representante da Claranet, poderão atingir “cinco benefícios facilmente tangíveis”: reforço do sentido de colaboração nas empresas e da relação com os clientes, aumento dos níveis de segurança e resiliência do IT, ganhos de eficiência operacional, maior produtividade e transformação mais rápida dos requisitos de negócio em oportunidades concretas.

in IT Insight